Erros e acertos médicos
Pacientes e parentes são o outro lado
Críticas e elogios, o que fica na memória
são os erros
Feira traz chupeta com termômetro
As mães já não precisam passar pela sufoco de manter o bebê quieto com um termômetro embaixo do braço. Acaba de ser lançado um termômetro eletrônico que vem embutido numa chupeta comum. A mãe põe a chupeta na boca do bebê, e ele nem se dá conta de que sua temperatura é medida.

Chupeta com sensor que mede a temperatura do bebê foi axibido na feira Hospitalar
Foto: Felipe Redondo/Folha Imagem
Essa foi uma das novidades apresentadas ontem em São Paulo, no primeiro dos quatro dias da Hospitalar, uma feira de produtos médicos que, segundo estimativas, deve ser visitada por 76 mil pessoas.
Pelos corredores do centro de exposições, o barulho das sirenes de ambulância se mistura aos bipes dos equipamentos que verificam os sinais vitais. Nos estandes, os visitantes conhecem novos conceitos em roupas médicas, bisturis, cadeiras de rodas e até esparadrapos.
No estande de uma multinacional, a novidade é uma tornozeleira eletrônica que é colocada em recém-nascidos, para evitar trocas na maternidade. Se o bebê é levado por uma pessoa não autorizada, um alarme dispara na sala dos seguranças.
Na ala de grandes ambulâncias, chama a atenção um pequeno veículo com desenhos coloridos na parede e bichinhos de pelúcia nos cantos. É uma ambulância para criança. "Os médicos ficam abalados quando a vítima removida é pequena. Queremos diminuir esse trauma", diz o expositor.
A ciência e a tecnologia a cada dia que passa, apresentam grandes novidades na área de produtos médicos que os auxiliam grandemente na profissão. Muitas invenções não ficam só na área curativa, do tratar das doenças, mas a preocupação se dá também com o conforto e comodidade dos pacientes. Hospitais também se adaptam às necessidades e bem estar dos clientes. Quem ganha com isso é a saúde.
Mas a ciência ainda não criou nada para despertar em alguns médicos a atenção, a seriedade (sempre) naquilo que faz. Talvez seja isso: falta de atenção, falta de seriedade, falta de compromisso. Sabemos que o dinheiro muitas vezes motiva. Há os que só atendem mediante a prestação pecuniária. Mas não se trata disso. E eles são tão capazes, comprovadamente.
Uma pediatra atende o neném, talvez por estar de plantão na maternidade. A mãe da recém nascida, quando perguntada, informa que o pediatra de sua preferência seria o mesmo do seu primeiro filho, mas este, no momento, não se encontrava no hospital. Tudo bem, a pediatra de plantão atende a recém nascida, examinando-a e constatando que tudo está perfeito. Poucos dias depois a pequenina é examinada pelo pediatra preferido pela família, resultado da consulta: tudo bem com a menina. Perfeita... É sempre assim, pais, parentes, médicos inclusive, ficam felizes quando nossas crianças nascem sem problema algum. E assim foi com minha neta.
Bruna adora um sorvete.
Foto: Luis Philipe
Ela cresceu forte, com saúde, uma lindeza. Com um pouco mais de um ano começou a "dandar". Agarrando-se nos móveis da casa, pela mão do papai, da mamãe... Mas quando começou a dar os primeiros passos livres, andava dois ou três passos e preferia engatinhar. Parecia que tinha medo... O tempo foi passando, os passos firmando-se e até que caminhou. Aí veio a observação: ela mancava ligeiramente. A preocupação levou ao exame de todos. Será que ela tem uma perninha mais curta que a outra? A grossura é igual. Uns acharam que havia diferença, outros (indignados) não acreditavam numa coisa dessas. Ela recém estava aprendendo a caminhar e criança caminha de jeito gozado. Mas buscamos todos a palavra do pediatra. O pediatra da Bruna é o mesmo que fora do Luis Philipe, seu maninho (excelente médico). Ele não soube o que nos dizer. Simplesmente que o caso era complexo e devíamos buscar recursos na capital.
Jociana e Bruna na Av. Independência em PoA.
Várias radiografias em mãos.
Foto: duCANA
No Hospital Santo Antônio, Bruna fora atendida pelo Doutor Paulo Brito. Na primeira conversa, enquanto examinava, constatou que ela tinha uma perna fora do lugar. Perguntamos se era grave, ele disse "gravíssimo". O diagnóstico estava sendo feito um ano e três meses depois. O gravíssimo do doutor Paulo Brito também serviu pela falta de atenção dos médicos que a examinaram logo que nasceu e alguns dias depois.
Bruna no período de oito meses sofreu três cirurgias, numa delas colocou uma placa de platina. Mas o doutor Paulo teve de fazer uma "casa" no quadril e retirar osso de um lado para criar a "bolinha" do fêmur, e além de tudo, mexer na musculatura para que o osso não saisse desse novo lugar. Isso explica a placa, por duas vezes (as duas primeiras cirurgias) o fêmur quase escapa.
Três cirurgias que, se ao nascer tivessem percebido (e estudam para isso) a perninha fora, seriam desnecessárias, muito provavelmente disse o Dr. Brito.
Bruna anda, corre, brinca sem problema algum.
É uma graça.
Mas não poderá praticar esportes de impacto.
Foto: duCANA
Todos nos, com o passar do tempo, da idade, podemos ter problemas ósseos. A Bruna, com a idade, é bem mais provável.
Geralmente na mente humana, os acertos, as coisas boas, permanecem menos tempos na memória do que as coisas ruíns, os erros.
É uma pena, por isso devemos evitar os erros.